Sabor com Letras | a lição da pedreira
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a lição da pedreira

11 jul a lição da pedreira

Há momentos na vida que tudo que a gente precisa é um colo para acalentar o coração. Nessas horas não existe nada melhor que encontrar  palavras fraternas dizendo: – a vida é constituída de riscos, o temor faz parte e superar o medo é essencial.

As palavras vêm como um presente daqueles embrulhados com papel de seda, com um olhar na infância, ensinando lições aprendidas. Tudo para demonstrar que as dificuldades experimentas ao longo da jornada não devem paralisar ou roubar a esperança.

A lição foi passada por amigo de família, Pinho, um pai preocupado em deixar como herança aos filhos, coragem. Sem receitas, mas agindo em sintonia com o coração, os faziam vencer o medo colocando como desafio a tarefa de percorrer, no escuro, uma pedreira que ficava ao lado da casa. Assim, acreditava ele, os filhos estariam preparados para controlar e superar qualquer temor.

Cravada em algum lugar de sua alma, estava a missão mais preciosa de um  pai – oferecer  bases para o crescimento dos filhos. Incumbência que aceitou e ao seu modo tentou transportar para o real a existência de pedras no caminho como as dificuldades inerentes à vida, e na outra vertente  o medo como imaginário.

O aprendizado foi além das fronteiras familiares. Foi repassado num gesto amoroso pela Cláudia, que um dia escutou com atenção admirada, Pinho dar lições de vida.

Ao resgatar essas memórias, ela conseguiu mostrar-me que o medo é um  sentimento predador, ávido para devorar a singularidade da vida. E que sem ele, somos capazes de coisas incríveis, de atitudes valorosas, de vencer os nossos próprios limites. A Lição da Pedreira, também,  ensinou-me como uma vida é capaz de atingir muitas outras vidas de maneira preciosa.

Em meio a essas preciosidades encontrei uma frase de Dale Carnegie  que sintetiza tudo de melhor que a Cláudia sempre me ofertou: “Arrisque-se! Toda vida é um risco. O homem que vai mais longe é geralmente aquele que está disposto a fazer e a ousar. O barco da segurança nunca vai muito além da margem.

Só resta-me agradecer esse afago que permitiu um refinamento de sensações e sentimentos, fazendo brotar coragem entre as pedras do percurso.

Cláudia, essa foi a forma encontrada para dizer da minha felicidade ao ver a vida  ser renovada a cada dia onze de julho. 

2 Comments
  • Cláudia
    Posted at 09:09h, 11 julho Responder

    Adriana,

    Não tenho palavras para agradecer sua incrível capacidade de transformar ensinamentos em poesia, a breve análise que faço não é minha, as tomei emprestado do Albert Einst, para compartilha-lhas com a melhor irmã que pude escolher ” Somente seres humanos excepcionais e irrepreensíveis suscitam ideias generosas e ações elevadas”.

    Tenha uma ótima semana!

  • Flávia
    Posted at 19:30h, 13 julho Responder

    Adri,
    Não estou entendendo. Como assim? “melhor irmã que pude escolher”. Acho que ela esqueceu o plural nessa frase.

    Estou viciada nesse espaço que me remete a lembranças longínquas a sabores supreendentes.
    Já tinha me esquecido da tão temida pedreira.

    Saudades.

    Deus esta sempre com você.
    Beijos

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